Varginha sedia evento que busca impulsionar o turismo e a cadeia produtiva do café : 25/08/2025 15:25
O Circuito Nacional do Café dá mais um passo importante para a consolidação da rota, que conecta as cidades cafeeiras de Minas Gerais ao interior paulista, até o Porto de Santos, com a instalação do Marco Zero, no Porto Seco Sul de Minas, em Varginha. A cidade foi escolhida por se destacar no cenário nacional e internacional pela sua produção e comercialização do grão, e como grande exportadora de café no Brasil, especialmente de café arábica.
Na próxima quinta (28), às 18h30, a cidade se tornará o ponto de partida oficial do Circuito Nacional do Café. O evento reunirá empresários do trade do setor cafeeiro e turístico, prefeitos, autoridades e a imprensa, na Fazenda Pro Café.
A inauguração do marco celebra o início de um projeto ambicioso que promete redefinir a experiência turística e fomentar uma nova cadeia de oportunidades. Segundo o gestor cultural e idealizador do Circuito, Edgar Bessa, a escolha do Porto Seco para abrigar o primeiro monumento deste mapa de cidades cafeeiras não é um acaso, mas um reconhecimento de sua importância estratégica. Além disso, a região é famosa por suas belas fazendas, o que contribui para fomentar o turismo na região.
Segundo Bessa, o marco físico será instalado no Trevo do Porto Seco, um local emblemático que remete à primeira Estação Aduaneira do Interior do Brasil, estabelecida na década de 1950. “Essa estrutura foi vital para a logística do café, centralizando a produção regional antes de sua jornada para os portos e a exportação global, consolidando a cidade como um pilar no desenvolvimento da cafeicultura mineira”, conta o executivo.
Como vai funcionar a instalação dos marcos nas outras cidades ao longo do Circuito Nacional do Café?
O projeto já demonstra um ritmo acelerado de expansão. Segundo Edgar Bessa, a previsão é que outros seis marcos sejam instalados, ainda este ano, em Três Pontas, Elói Mendes e Três Corações. “Seguimos com o objetivo de contemplar todas as 51 cidades do traçado inicial”
Para garantir uma experiência imersiva e funcional aos visitantes, cada marco instalado ao longo do Circuito do Café contará com um QR Code, redirecionando para um guia, que terá todas as atrações da cidade cadastradas, informações sobre pontos turísticos, opções de hospedagem, restaurantes, e um roteiro detalhado das fazendas produtoras abertas à visitação em cada município, integrando a tecnologia à tradição. A materialização deste grandioso projeto em Varginha é fruto de uma colaboração estratégica, contando com o fomento dos patrocinadores Porto Seco e da Fazenda Pro Café, uma das referências na produção cafeeira do Estado, e o apoio institucional da Prefeitura.
O diretor do Porto Seco, Breno Paiva, afirma que o marco é uma semente de um futuro próspero para o turismo e a economia do grão no Estado. "O Circuito Nacional do Café vem para fortalecer e valorizar ainda mais a maior região produtora e comercializadora de café do mundo. É uma oportunidade para mostrar ao Brasil e ao mundo toda a riqueza, tradição e qualidade que existem aqui, evidenciando a força da nossa cultura e impulsionando novos negócios e o turismo,” destaca.
"Varginha tem o café em seu DNA. Fomos o centro logístico que impulsionou o grão mineiro para o mundo. Assumir a posição de cidade mãe deste Circuito Nacional é abraçar nosso protagonismo histórico e transformá-lo em um motor para o futuro. Este marco não é apenas uma homenagem ao passado, mas um compromisso com a geração de emprego, renda e o fortalecimento de nossa identidade cultural para as próximas gerações", afirma o prefeito Leonardo Ciacci.
"O Marco Zero funciona como um catalisador para uma nova era do turismo em Varginha e região. Ele nos permite estruturar e promover de forma integrada toda a nossa cadeia produtiva: desde as fazendas centenárias que agora se abrem para visitação, passando pela nossa rica gastronomia, até a rede hoteleira e o comércio local. É a engrenagem que faltava para impulsionar o desenvolvimento econômico de forma sustentável e organizada", pontua a secretária municipal de Turismo e Comércio, Rosana Aparecida Carvalho.
Inicialmente, o Circuito Nacional do Café abrange 51 municípios distribuídos entre as regiões do Alto Paranaíba, Sul e Sudoeste, além dos municípios do estado de São Paulo, já contempladas pela lei federal 14.718/2023, que reconhece o vasto território do café, incluindo áreas de Minas Gerais e São Paulo, como o 14º Monumento Nacional, conferindo ao projeto uma base legal e um reconhecimento de sua importância para o patrimônio brasileiro. No entanto, novas cidades serão cadastradas no site circuitonacionaldocafe.com.br para serem contempladas na Lei Complementar, do Deputado Federal Diego Andrade, e integradas ao circuito.
"Estamos criando muito mais do que um mapa turístico do café; estamos tecendo uma rede que une cultura, tradições, paisagens deslumbrantes e, claro, as experiências sensoriais que só o nosso café pode oferecer graças às famílias produtoras rurais. O Circuito nasce para valorizar cada produtor, cada história de família e para transformar nossas ricas regiões cafeeiras em destinos desejados por viajantes do Brasil e do mundo", explica Edgar Bessa, que vê o projeto como a materialização de um sonho que conecta a terra à experiência humana.
Pilares e objetivos do Circuito Nacional do café:
Desenvolvimento Econômico
• Fomentar o desenvolvimento econômico da região com a geração de turismo e de empregos.
• Aumentar o turismo e gerar empregos na região.
• Valorizar os produtos locais, especialmente o café.
• Impulsionar negócios locais com apoio a produtores e comerciantes, promovendo seus produtos e serviços por meio de eventos e atividades.
• Estimular o comércio e os serviços locais, como restaurantes, pousadas, hotéis, guias turísticos e transporte.
• Gerar emprego e renda para moradores e pequenos empreendedores.
Gastronomia
• Promover a gastronomia, destacando a importância do café na culinária local por meio de eventos gastronômicos inovadores.
• Fortalecer a cadeia produtiva local, valorizando os produtos típicos e beneficiando produtores de diferentes portes.
• Fomentar a gastronomia regional com experiências sensoriais únicas que diferenciem a Rota no mercado turístico.
• Possibilitar a certificação de produtos locais e a criação de selos de qualidade.
• Realizar eventos gastronômicos que culminem em celebrações em praças públicas.
• Proporcionar atividades gastronômicas e culturais aos participantes.
Turismo
• Fomentar o turismo e atrair visitantes para explorar a Rota do Café, conhecendo a história e a cultura das cidades envolvidas.
• Estimular o turismo de experiência com vivências autênticas e integrar diferentes vertentes (ecoturismo, enoturismo, turismo gastronômico, histórico e religioso).
• Promover a qualificação profissional das comunidades locais em turismo e hospitalidade.
• Incentivar eventos esportivos e atrações diversas, como corridas, passeios ciclísticos, motociclísticos, de quadriciclo e cavalgadas, conectando as cidades por trilhas e estradas.
• Divulgar as paisagens pitorescas do circuito, revelando suas belezas naturais e históricas.
• Promover atrações e eventos diversos que atraiam turistas e gerem negócios.
Meio Ambiente e Sustentabilidade
• Valorizar as comunidades locais por meio de capacitação em turismo e hospitalidade.
• Criar oportunidades de emprego e fomentar novos negócios.
• Adotar práticas sustentáveis na realização de eventos.
• Incentivar o turismo rural, a preservação ambiental e o consumo consciente.
Valorização Cultural e Histórica
• Fortalecer a identidade cultural da região, seus patrimônios históricos e tradições locais.
• Preservar a memória e incentivar a revitalização de espaços históricos.
• Gerar senso de pertencimento nos moradores, incentivando a valorização da cultura local.
• Preservar o patrimônio histórico do café, sua memória e os espaços relacionados a essa tradição.